Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Emoções fortes

Se há lugar que não cobiço neste momento é o de responsável pelas finanças das campanhas de Louçã ou de Jerónimo. Este é um cargo verdadeiramente impróprio para cardíacos.

Segundo as sondagens, estes candidatos têm oscilado em torno da fasquia dos 5%. Pois esta é precisamente a fasquia que determina a existência ou não de apoios públicos às suas candidaturas presenciais.

Se Louçã e Jerónimo tiverem 5,0001% dos votos, terão direito a que o Estado apoie financeiramente as suas campanhas. Mas se tiverem 4,9999% dos votos, não terão direito a qualquer apoio público, dando às suas candidaturas a dor de cabeça de procurar meios alternativos para pagar as suas campanhas (tendo provavelmente que recorrer aos cofres dos partidos que os apoiam).

Houve ultimamente diversos apelos para que os vários candidatos de esquerda desistam em favor de uma única candidatura. Desconfio que, nos casos de Louçã e de Jerónimo, a resposta a este apelo será mais de índole prática do que ideológica.

Se as sondagens lhes derem, consistentemente, resultados abaixo dos 5%, qualquer destes candidatos ponderará seriamente a sua desistência. Se lhes derem margem de manobra para aspirar a um resultado superior a 5%, então estes candidatos não desistirão.

Como em tudo na vida, neste caso os princípios estão dependentes dos meios.
Há dinheiro? Então siga a ideologia...

publicado por Carlos Carvalho às 02:40
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