Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Casamento sem salsicha

Há já uns anos, lembro-me de ter visto num programa de apanhados um sketch sobre cachorros-quentes. Quando o cliente (o “apanhado”) pedia um cachorro-quente, o vendedor (feito com o programa) perguntava-lhe se queria o cachorro com ou sem salsicha.

O nonsense é evidente: por definição, o cachorro-quente tem de ter uma salsicha. Sem salsicha, poderá ser um snack apetitoso, mas nunca um cachorro.

Vem esta história a propósito do casamento e dos casais homossexuais. Por definição, um casamento envolve duas pessoas de sexo diferente. Estender este termo às uniões homossexuais é perverter a definição e o significado que a sociedade atribui a este acto.

Nada tenho contra as uniões homossexuais. Creio até que estas devem, em certa medida, ser reconhecidas pelo Estado. Acho é que estas constituem uma realidade suficientemente diferente para que lhes seja aplicável a palavra casamento.

Pode ser apenas uma questão de semântica. Mas a semântica é mais importante do que por vezes queremos admitir.

publicado por Carlos Carvalho às 01:58
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