Quinta-feira, 22 de Março de 2007

Prostitutas

Salomão deve muita da sua fama a duas prostitutas. Reclamando ambas a maternidade da mesma criança, estas resolveram apresentar o seu caso a Salomão.

 

“Corte-se a criança ao meio” – sentenciou Salomão, na esperança de que uma das prostitutas mostrasse mais amor pela criança do que pela sua posse. O que veio a acontecer. Enquanto que uma das prostitutas fez finca-pé na sua posição (“se não é para mim também não é para ninguém”), outra desistiu dos seus intentos (“prefiro entregá-la do que matá-la”). Salomão concluiu que aquela que recuou era a verdadeira mãe, e entregou-lhe a criança. Decisão que atravessou os tempos, e que nos faz louvar ainda hoje a sabedoria o sentido de justiça de Salomão.

 

Por vezes interrogo-me sobre o que teria feito Salomão se nenhuma das prostitutas tivesse recuado. Mataria a criança? Entregá-la-ia a outrem? Não sei. Mas desconfio que não permitiria que convivesse com prostitutas insensatas. Nem com dirigentes do CDS-PP.

 

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publicado por Carlos Carvalho às 20:32
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