Terça-feira, 20 de Março de 2007

Duelo

Ao anunciar o seu regresso nos termos e no tempo em que o fez, Paulo Portas passou um atestado de incompetência a Ribeiro e Castro. Este, naturalmente, não concordou com o atestado. O confronto entre os dois era por isso inevitável.

 

Aparentemente, só Paulo Portas não se apercebeu dessa inevitabilidade. Portas parece ter acreditado que lhe bastaria anunciar as suas intenções para que Ribeiro e Castro se apressasse a rastejar para debaixo da pedra de onde saiu. Presunção a mais ou planeamento a menos?

 

Ao querer regressar, Paulo Portas desafiou Ribeiro e Castro para um duelo. O desafio foi aceite por Ribeiro e Castro, com a ressalva de ser ele a escolher as armas. E Ribeiro e Castro prefere bater-se em congresso. Uma oposição excessiva de Portas a esta solução só pode ser interpretada como um acto de cobardia, fatal para a sua imagem e para as suas pretensões.

 

Há uma ideia que fica de toda esta confusão: Paulo Portas parece estar com medo de se bater com Ribeiro e Castro em congresso. E quem tem medo de Ribeiro e Castro não serve para se bater com José Sócrates. Nem para liderar a oposição.

 

publicado por Carlos Carvalho às 01:37
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