Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

Nada de novo

A invasão do Líbano pelas tropas de Israel é uma acção terrorista e provocatória, criminosa, contra os povos libanês e palestiniano, em violação declarada e deliberada de um país soberano, em violação das resoluções da ONU e da comunidade internacional. Trata-se de uma operação programada e publicitada pelos próprios dirigentes de Israel, operação esta que se insere na estratégia do imperialismo americano, de que Israel é uma peça, um agente de não pouca importância.

 

Esta acção criminosa contra um país independente, desencadeada dentro dos moldes e propaganda nazis, não era possível sem o apoio dos Estados Unidos. A operação de agressão e invasão militar pelas tropas de Israel, semeando a morte e a destruição na capital e no Sul do País, esta operação, dizíamos, não surge isoladamente.

 

Sob a cínica palavra de ordem «Paz na Galileia!», o que Israel pretende é o extermínio, o genocídio dos patriotas libaneses, palestinianos e sírios.

 

O Partido Comunista Português exprimiu a sua solidariedade com o povo palestiniano, com o povo do Líbano, com o povo sírio e demais povos árabes que fazem frente à agressão imperialista e sionista e lutam pela independência nacional, pelo progresso e pela paz. O PCP insiste que só a exigência da retirada imediata e incondicional das tropas sionistas do Líbano pode pôr cobro a esta agressão de chacina e destruição contra as populações civis do Líbano. Toda a população vítima desta agressão impõe a sua suspensão imediata e a retirada das tropas agressoras.

 

Pela nossa parte sublinhamos, mais uma vez, que uma paz justa e duradoura no Médio Oriente só é possível com a retirada de Israel de todos os territórios árabes ocupados desde 1967 e com o respeito pelos direitos do povo palestiniano, incluindo o da edificação do seu próprio estado independente e soberano em território da Palestina.

 

Outras forças políticas e sociais do nosso país já condenaram esta invasão do Líbano, independente e soberano, e reclamam que lhe fosse posto termo.

 

A situação criada pela criminosa agressão das tropas sionistas no Sul do Líbano, com a invasão deste país, violando a sua soberania e independência, é uma situação que põe em causa a paz na região do Médio Oriente e em todo o mundo.

 

Mas em Bona, em Roma e agora até em Nova Iorque, no coração do próprio imperialismo (com a gigantesca manifestação de ontem), os povos, os homens, as mulheres, os jovens, as crianças dizem «não à morte», «sim à vida», não a tal política, não à política de guerra dos Reagans, Tatcher e seus lacaios Begins e companhia. Esta é a voz da vida e da paz, que acabará por vencer.

 

Resumo de uma intervenção de Alda Nogueira (PCP) na Assembleia da República, 1982-06-14.

 

publicado por Carlos Carvalho às 23:18
link | comentar | favorito

.autor

. Carlos Carvalho

. cesaredama@sapo.pt

.pesquisar

.artigos recentes

. Elites à rasca?

. Versões de Portas

. A maior de sempre?

. Fama

. Passos

. Escalões

. Obrigadinho

. Não entendo

. Coincidências

. O aleijadinho de Alijó

. Humor negro

. Calendário

. Manuais escolares em .pdf

. Guerra ao imposto

. Cuidado com os ciclistas ...

.arquivo

.sugestões

.sugestões

blogs SAPO

.subscrever feeds