Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

O sacana do dia

Patrick Monteiro de Barros veio a público contar a sua versão sobre o acordo falhado para constriur uma refinaria em Sines. Respondendo às suas revelações, o ministro da Economia, Manuel Pinho, chamou-lhe, eufemisticamente, sacana.
 
Na senda do que tem sido a sua prática, o governo agraciou Patrick Monteiro de Barros com o prémio de sacana do dia, adicionando o seu nome a uma já longa lista de laureados.
 
Sacanas dos professores. Sacanas dos juizes. Sacanas dos polícias. Sacanas dos militares. Sacanas dos deputados. Sacanas dos médicos, dos farmacêuticos e dos enfermeiros. Sacanas dos funcionários públicos. Sacanas dos pensionistas. Sacanas dos contribuintes. Sacanas das mulheres que têm dinheiro para ir parir a Badajoz. Sacana do Monteiro de Barros e de todos os empresários que só pensam em ganhar dinheiro.
 
Ouvindo o governo, conclui-se que Portugal não passa de um país de sacanas. A verdade é que já sobra pouca gente por insultar. A cada dia que passa, fica-se com a impressão de que os únicos portugueses competentes, íntegros, bem-intencionados e honestos estão todos no governo.
 
Menos mal. Ao menos podemos consolar-nos com uma certeza: ali não entram sacanas!
 
publicado por Carlos Carvalho às 21:38
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