Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Ainda

Mais ou menos por altura do seu primeiro aniversário, a atitude para com este governo parece ter mudado. Se o primeiro ano foi o ano da graça, o segundo está a transformar-se no ano do ainda.
 
“Ainda estou disposto a votar no PS. Ainda quero dar o benefício da dúvida às medidas que o governo anuncia. Ainda espero que estejamos no caminho certo. Ainda não há dados incontestáveis de que as coisas não estão a / irão correr bem.”
 
Creio que a maioria dos que votaram no PS há coisa de um ano ainda manteria o seu voto se hoje houvesse eleições. Só que, se há um ano votaram por esperança ou convicção, agora votariam by default. Isto é, o entusiasmo esfumou-se, mas ainda não apareceu nenhuma proposta alternativa que convide à mudança. Há falta de melhor, ficam-se pelo que já conhecem.
 
É impressionante a semelhança de percursos entre este governo e o de Durão Barroso. Também este gozou de alguma benevolência dos media durante o primeiro ano. Também este reuniu o consenso dos analistas quanto à urgência das medidas que se propôs implementar. Também este se foi lentamente desgastando à medida que a realidade não batia certo com as suas intenções. Será que daqui para a frente as semelhanças irão continuar?
 
Quem votou no PS (ainda) espera que não.
 
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publicado por Carlos Carvalho às 00:13
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