Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

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Resumo do artigo: Legislativas dia-a-dia, de Filipe Félix, publicado no Público de 18-3-2002

15 de Março de 2002 - Último dia de campanha eleitoral
Ferro Rodrigues reafirma que quer uma maioria absoluta e apelou à concentração de votos da esquerda e do centro no PS. Ferro diz que existem condições para o PS formar Governo com suficiente apoio parlamentar.
Líder laranja acusa Governo socialista de ter "passado ao lado das oportunidades de progresso", desperdiçando a herança deixada pelos executivos de Cavaco Silva.
Carlos Carvalhas apela ao "reforço da CDU". Secretário-geral comunista diz que o partido irá "lutar contra qualquer política de direita", e exorta a uma "mudança para melhor".
Paulo Portas volta a insistir no apelo ao voto nos populares, para "evitar uma maioria absoluta de um só partido", que permita ao CDS-PP chegar ao próximo Governo. Para o líder dos populares, o que está em causa é uma maioria absoluta de um só partido ou um "Governo de centro-direita".
Bloco de Esquerda pede uma maioria que respeite os direitos dos imigrantes, combata a fraude e privilegie um Serviço Nacional de Saúde com qualidade. Francisco Louçã volta a agitar as duas grandes bandeiras do movimento: o aborto e a imigração.

14 de Março de 2002
Ferro Rodrigues já fala em "vitória histórica" do PS, mostrando-se esperançado num triunfo por maioria absoluta. Candidato rosa critica diabolização que o PSD está a fazer do "papão" comunista.
Paulo Portas apela ao voto da classe média e evoca a necessidade dos democratas-cristãos ficarem "acima dos comunistas".

13 de Março de 2002
Mário Soares entra na campanha do PS e apela à maioria absoluta dos socialistas. Ferro Rodrigues dramatiza cenário de bipolarização, referindo que a alternativa é apenas entre PS e PSD.
Francisco Balsemão manifesta apoio a Durão Barroso. Líder social-democrata agita "fantasma" do comunismo e alerta para os perigos de uma maioria de esquerda no Parlamento.
Líder popular mostra-se preocupado com a possibilidade de empate nas eleições legislativas e apela ao voto dos eleitores da AD.
Francisco Louçã lança novo combate ao voto útil, apelando à necessidade de reforçar a votação do BE.

12 de Março de 2002
Debate da RTP marcado pela ausência de hostilidades entre Durão Barroso e Paulo Portas e Ferro Rodrigues e Carlos Carvalhas. Bloco de Esquerda coloca-se de fora da viabilização de um eventual Governo socialista.
Durão Barroso almoça com figuras do mundo da cultura e diz que esta não é património da esquerda.
Miguel Portas defende que os polícias passem a andar desarmados e afirma que mais importante que uma política cultural é a capacidade de criar "rupturas culturais".

11 de Março de 2002
Carlos Carvalhas salientou a necessidade de se defender o aparelho produtivo nacional.
Paulo Portas apela à "inteligência dos eleitores" para que votem no CDS-PP. Portas acredita que o CDS-PP vai obter um resultado histórico.
Louçã comenta o regresso de António Guterres às lides eleitorais, classificando-o como o papa da indecisão.

10 de Março de 2002
Ferro Rodrigues lança o mais violento ataque contra Durão Barroso, questionando mesmo se é o líder social-democrata que manda no PSD. Entre os socialistas começa a falar-se numa "onda rosa". António Guterres entra na campanha socialista, participando no comício de Castelo Branco.
Durão Barroso avisa que "o mundo pode estar à beira de uma nova guerra" devido a um eventual ataque dos EUA ao Iraque e que isso traria "consequências económicas graves e imprevisíveis".
Carlos Carvalhas denuncia que estão em preparação "negócios chorudos" na área do abastecimento de água.
Paulo Portas desfere ataque contra o PSD, garantindo que se estes tiverem maioria absoluta vão avançar com a venda da Caixa Geral de Depósitos aos espanhóis, o congelamento dos salários da Função Pública e a subida do IVA.
Bloco de Esquerda volta a condenar as maiorias absolutas.

9 de Março de 2002
PS e PSD medem forças em dois comícios no Porto, com ambos os partidos a reivindicarem vitória.
Ferro Rodrigues pede, pela primeira vez, maioria absoluta para o PS. Líder socialista assume herança de seis anos de governação e acusa PSD de querer paralisar o país.
Cavaco Silva avisa que Portugal precisa de estabilidade política como de "pão para a boca" e alerta para o risco do "empobrecimento" do país. Durão Barroso volta a apelar à maioria absoluta.
Paulo Portas sobe fasquia eleitoral, pedindo um resultado de dois dígitos. Líder do CDS-PP apela ao voto do eleitorado AD e aos socialistas descontentes.

8 de Março de 2002
Ferro Rodrigues recusa dizer se na questão da taxa de alcoolemia é a favor dos 0,2 g/l ou dos 0,5 g/l.
Líder social-democrata garante que não dará perdão fiscal ao Benfica.
Paulo Portas acredita que o apelo de Durão Barroso para ter maioria absoluta vai favorecer o CDS-PP. Líder popular acusa PSD de querer poder absoluto.
Bloco de Esquerda assinala Dia Mundial da Mulher com manifestação a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

7 de Março de 2002
Ferro Rodrigues endurece discurso contra Durão Barroso. Líder socialista garante que não irá congelar os salários da função pública.
Durão Barroso apela pela primeira vez aos eleitores para que estes lhe dêem uma maioria absoluta.
Carlos Carvalhas alerta para o congelamento dos salários da função pública, que está a ser preparado por PS e PSD. Líder comunista volta a apelar ao combate ao voto útil.

6 de Março de 2002
Durão Barroso acusa Governo de "crime de cidadania" por "esconder o défice verdadeiro, a despesa que faz debaixo da mesa" e revela que a Comissão Europeia "está a ver à lupa as contas de Portugal".
Paulo Portas sobe o tom da luta contra as maiorias absolutas, acusando-as de beneficiarem os "lobbies" e "sindicatos de corrupção".

5 de Março de 2002
Jerónimo de Sousa, acusa os socialistas de quererem prosseguir com a co-incineração no Parque Natural da Arrábida, considerando que tal atitude é "um crime".
Narana Coissoró afirma que "Durão Barroso não tem capacidade para ser líder ou primeiro-ministro de um governo com maioria absoluta".
Bloco de Esquerda defende a inclusão de medicinas alternativas no Serviço Nacional de Saúde, bem como a comparticipação dos medicamentos e serviços destas medicinas.

4 de Março de 2002
O líder socialista insiste nos apelos contra a abstenção e no acentuar das diferenças políticas entre o PS e o PSD.
Acordo entre Câmara do Porto e Grupo Amorim para o avanço das obras no estádio das Antas alivia as hostes sociais-democratas. Pacheco Pereira critica direcção do PSD por não ter apoiado "imediatamente" Rui Rio.
Paulo Portas reúne dezenas de ex-combatentes da guerra colonial e explica-lhes o que é preciso fazer para verem contado para efeitos de reforma o tempo passado em combate no Ultramar.
Francisco Louçã diz que Alberto João Jardim é o Cavaco Silva da Madeira. Bloquistas socorrem-se do exemplo madeirense para alertar os eleitores para os riscos das maiorias absolutas.

3 de Março de 2002 - Abertura oficial da campanha eleitoral
A respeito do "jogo do empurra" entre PS e PSD, Carlos Carvalhas apela aos eleitores para mostrarem um cartão vermelho aos dois partidos.
Líder popular coloca a fasquia eleitoral do CDS-PP nos oito por cento.

 

publicado por Carlos Carvalho às 00:05
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