Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

Mau gosto

Confesso que fiquei um pouco enojado com as imagens televisivas da manifestação que os polícias realizaram ontem junto à Assembleia da República. Algumas das imagens apresentadas mostram o quão baixo podem chegar algumas pessoas, mesmo que eventualmente lhes assista alguma razão.


Dois exemplos:
1. Num tom carnavalesco, alguns manifestantes simularam - com padres e tudo - o funeral de um agente policial morto em serviço, a que deram o nome do ministro da administração interna. Que respeito podemos ter por pessoas que acham que a simulação da morte de um colega pode ser usada como anedota?


2. A certa altura, muitos dos manifestantes começaram a berrar “Não às multas!”. Como podem estas pessoas designar-se como agentes da autoridade, se eles mesmos estão dispostos a não fazer cumprir a lei?


Os polícias têm todo o direito de reivindicar aquilo que acham justo. Mas têm também o dever de saber preservar a imagem de seriedade inerente à sua profissão.


Há limites que os manifestantes – sobretudo os polícias - não devem ultrapassar. Um deles é o da lei. Outro é o do bom gosto.

publicado por Carlos Carvalho às 00:48
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