Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Fuga em frente

Um dia depois do ministro da Saúde ter anunciado que o estado não tem capacidade para realizar os abortos que a actual lei prevê, vem o primeiro-ministro informar-nos da sua intenção de aumentar o número de abortos a realizar pelo estado. Coerências.

Mais uma vez, e a coberto dos princípios, vem o primeiro-ministro propor uma medida que ninguém sabe quanto custa nem que consequências terá sobre o sistema nacional de saúde.

O primeiro-ministro veio, pela enésima vez, retomar do tema do referendo sobre o aborto. O problema é que Sócrates já teve, nesta legislatura, oportunidade para fixar ideias e prazos sobre este assunto. Não o quis fazer. Fazê-lo agora, numa altura em que as coisas lhe começam a correr mal, cheira a tentativa de distracção e de apaziguamento da sua base de apoio.

O referendo sobre o aborto deixou de ser um tema sério para o governo. Passou a ser um meio para garantir algum foguetório político, bem como uma fuga em frente.

publicado por Carlos Carvalho às 01:06
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