Sábado, 14 de Maio de 2011

Fazedor de reis

Admitamos que o PS é o partido mais votado mas que o PSD + CDS têm a maioria absoluta dos deputados.

 

Neste cenário, Paulo Portas poderá vir a escolher quem será o próximo primeiro-ministro. Sendo que o seu preferido será sempre Passos Coelho. Não só por ser o que lhe está mais próximo. Não só por ser a única solução admissível por grande parte do seu eleitorado. Mas sobretudo por ser o que estará mais fraco, logo em pior posição negocial.

 

Contrariamente ao que ouvi num debate televisivo, o Presidente não pode marcar novas eleições se estas não forem esclarecedoras. Este parlamento terá sempre um período de vida mínimo de seis meses. Pelo que será com este parlamento que deverá ser encontrada, rapidamente, uma solução governativa maioritária e estável.

 

À partida, a solução mais estável é a que Portas naturalmente escolherá: governo PSD+CDS. Mas que o PSD poderá não querer. Passos Coelho pode não querer ser primeiro-ministro nestas circunstâncias, demitindo-se. O PSD poderá não querer Passos Coelho nestas circunstâncias, forçando a sua demissão e procurando aliar-se ao PS (antes subalterno do PS do que refém do CDS, diria muita gente do PSD).

 

Neste cenário, Portas pode fazer de Passos Coelho primeiro-ministro. Mas o PSD poderá preferir Sócrates.

publicado por Carlos Carvalho às 00:49
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