Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Exercício matemático

 O Expresso publicou, juntamente com uma sondagem, uma possível distribuição de mandatos de acordo com um exercício matemático, projectando números iguais de deputados para o PS e para o PSD.

 

Os números, obviamente, podem mentir. Em primeiro lugar, este exercício, embora legítimo, não tem validade estatística. Por outro lado, em vez de se basearem nos resultados das últimas legislativas (de 2005), os autores poderiam, com igual legitimidade, ter optado por utilizar os resultados das últimas europeias (de 2009), o que beneficiaria os números do PSD. Finalmente, este exercício optou por excluir os mandatos da emigração, onde o PSD elege tradicionalmente três deputados e o PS apenas um.

 

Este é, para mim, o ponto mais dúbio deste exercício. Porquê excluir os círculos da emigração, provavelmente aqueles que têm os resultados mais previsíveis? Porque a sondagem não foi feita no estrangeiro? Mas então porquê incluir os Açores e a Madeira, se a sondagem só foi realizada em Portugal Continental?

 

Pode haver uma justificação lógica, mas não estou a ver qual. Tivesse sido outra a opção e outra seria a notícia: PSD à frente do PS em número de mandatos.

publicado por Carlos Carvalho às 00:49
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