Sexta-feira, 2 de Março de 2007

O táxi

O CDS-PP obteve, nas últimas legislativas, 7,24% dos votos. Suponhamos que tinha obtido 6,24%, passando este ponto percentual para o PSD. Isto teria sido suficiente para reduzir o actual grupo parlamentar em um terço: em vez de 12 deputados, o CDS-PP teria elegido apenas 8. Portas, quando saiu, deixou o CDS-PP à beira do táxi. Mais uma queda eleitoral, ainda que ligeira, e o táxi regressa.

 

Neste momento colocam-se duas questões aos militantes e dirigentes do CDS-PP. A primeira é saber se querem voltar aos tempos do táxi. A segunda é saber quem irão ser os seus ocupantes.

 

Apesar de tudo, penso que Paulo Portas estará em melhores condições do que Ribeiro e Castro para conseguir uma votação mais elevada nas próximas legislativas. Se a escolha da liderança for deixada aos militantes, estes certamente escolherão Portas: é o que garante mais lugares para o partido.

 

Só que estes lugares só muito dificilmente serão ocupados pelos actuais dirigentes do partido. Estes sentir-se-ão tentados a pensar primeiro na sua eleição e só depois no número de mandatos que o partido pode conseguir. Pelo que procurarão eleger o líder através do método que lhes dá maior margem de influência sobre o resultado, isto é, através de congresso.

 

O CDS-PP está em fase de contagem de espingardas. Sendo que, para quem está de fora, será relativamente fácil saber quem apoia quem. Quem defender eleições directas prefere Paulo Portas. Quem defender a eleição do líder em congresso está com Ribeiro e Castro.

 

publicado por Carlos Carvalho às 23:12
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