Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Ódios de estimação

O PS nunca foi à bola com Alberto João Jardim. Nunca o conseguiu derrotar, nem sequer vergar. Mas não por falta de tentativas.

 

Alberto João Jardim não se dirige ao poder central de mão estendida e costas curvadas, suplicando-lhe a benesse de um apoio financeiro. Jardim aborda o poder central de peito feito e voz grossa, exigindo-lhe o dinheiro a que, no seu entender, os madeirenses têm direito. Isto irrita o poder central, sobretudo quando este está em mãos socialistas. Daí que o PS embarque, por vezes, num discurso populista contra Jardim e, por tabela, contra a Madeira. Populista e perigoso, pois, se levado até às últimas consequências, obrigaria o PS a colocar em cima da mesa a possibilidade de independência desta região autónoma.

 

Por muito que o PS nos tente convencer do contrário, a aprovação da lei das finanças regionais tresanda a ataque pessoal contra Jardim. E a escolha de Vitalino Canas para comentar a sua demissão só reforça essa ideia.

 

publicado por Carlos Carvalho às 02:18
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