Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Pergunta respondida

Uns meses antes do 11 de Março, as autoridades espanholas conseguiram impedir um atentado da ETA em Madrid, a ter lugar durante a passagem de ano. Logo após o 11 de Março, perguntava Aznar: para que queria a ETA os 500 kg de explosivos apreendidos uma semana antes? Pergunta respondida.

 

A hipótese da ETA ser (co-)responsável pelos atentados de 11 de Março, apesar de não ser verdadeira, era verosímil. Era mesmo a mais plausível. O facto da ETA não estar ligada a estes atentados permitiu-lhe vestir a pele de vítima de uma acusação injusta. Talvez isso tenha contribuído para que o governo encetasse negociações com esta organização. Talvez tenha contribuído para um afrouxar da vigilância sobre as suas actividades. Viu-se com que resultados.

 

Um terrorista é um terrorista é um terrorista. Negociar com terroristas sem que estes, à partida, estejam dispostos a abdicar dos seus métodos é inútil. E perigoso.

 

Por alturas do 11 de Março, a ETA estava muito fragilizada. Quem poderá dizer o mesmo agora?

 

publicado por Carlos Carvalho às 02:49
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