Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

Livro de Cabeceira

Já tem dez anos um dos filmes que não esqueci: “The Pillow Book”, de Peter Greenaway.

 

Lembro-me de ter dito a uma amiga que gostaria de ir ver o filme. “É lindíssimo, mas às vezes um bocado chato” – disse-me ela, que o tinha visto há pouco tempo.

 

Percebi o que quis dizer. Trata-se de um filme visualmente deslumbrante, que conta uma história interessante embora demasiado longa (o próprio realizador percebe isso, e a partir de certa altura começa a “despachar” os vários livros que compõem o argumento). Só que neste filme a história presta vassalagem à imagem.

 

Este é um daqueles filmes que me marcou, e que me ajudou a olhar para o cinema de outro modo. Antes de o ver, achava que o cinema era a arte de usar imagens para contar uma história. Percebi, depois de o ver, que o cinema pode ser precisamente o contrário: pode ser a arte de usar uma história para mostrar imagens.

 

É sempre bom quando um livro de cabeceira nos faz reflectir…

 

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publicado por Carlos Carvalho às 23:49
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