Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Perguntas (ainda!) sem resposta

Quantas mulheres abortam por ano em Portugal?

Como é que estas se distribuem por faixa etária, classe social ou local de residência?

Quantas mulheres morrem por ano em Portugal por prática de aborto?

Quantas mulheres se prevê que venham a morrer com a sua legalização?

Qual a percentagem de mulheres que abortam por sua livre e espontânea vontade?

Qual a percentagem de mulheres que abortam por pressões económicas, sociais, familiares ou laborais?

Quanto custarão os abortos ao Serviço Nacional de Saúde? E como serão financiados?

Quanto custarão os abortos à Segurança Social? E como serão financiados?

 

Quando veremos respondidas estas (e outras) perguntas para que possamos ter uma posição informada e votar com conhecimento de causa?

 

É impressionante que, após décadas de discussão, não obtenhamos mais do que respostas do tipo: “muitas”, “poucas”, “o que for preciso” ou “demasiado”. Ninguém sabe ao certo do que está a falar, pelo que acabamos por colocar os nossos princípios, as nossas convicções, as nossas ideologias e até o que ouvimos dizer no lugar da realidade.

 

Eis um bom lema para a próxima campanha: “Não deixemos que a realidade atrapalhe as nossas certezas!”

 

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publicado por Carlos Carvalho às 22:52
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