Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006

Cebola mole

Estou-me nas tintas para a vida privada de Günter Grass, sobretudo para o que fez enquanto menor. Um escritor é um escritor, não tem de ser um tipo porreiro. Um escritor é um escritor, e, enquanto tal, interessam-me tanto as suas opiniões sobre o mundo como os seus conselhos culinários.

 

Então o tipo pertenceu às SS? Então o moralista tem pés de barro? Esta revelação não me causa nenhum gozo. Apenas alguma tristeza.

 

Não fico triste pelo falso moralismo, nem pela revelação tardia. O que me entristece é que tamanha revelação não tenha passado de um golpe publicitário para promover um livro. Não sei o que Günter Grass pensa do mercado. Mas fiquei a saber o que está disposto a fazer para nele conseguir uma quota mais generosa.

 

publicado por Carlos Carvalho às 23:43
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