Sábado, 15 de Julho de 2006

Estrada de Damasco

A violência volta a fermentar no Médio Oriente. Mais uma vez, Israel e vizinhos estão num estado de quase guerra. Após a vitória eleitoral do Hamas, defendi aqui que cabia a esta organização o ónus da paz. O tempo parece dar razão aos que sempre julgaram que com o Hamas no poder a paz seria mais difícil. Com isto, muitas das simpatias internacionais transferiram-se para o lado israelita, ou pelo menos hesitam defender uma organização tão pouco recomendável. Quando um soldado israelita foi raptado, muitos acharam compreensível a resposta de Israel.

 

Mas será que um rapto vale uma guerra? Não perderá Israel a razão com uma resposta tão desproporcionada? Não estará assim a alienar as simpatias recém-conquistadas?

 

Parece que no Médio Oriente é necessário recorrer ciclicamente à violência para reavivar o gosto pela paz. Mas para que esta regresse é preciso conter a violência dentro de certos limites. É preciso que quem se converteu à guerra não chegue a tais extremos que se veja impossibilitado de se reconverter à paz. É preciso não bombardear a estrada de Damasco.

 

publicado por Carlos Carvalho às 00:03
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