Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

Mau perder

É difícil engolir uma derrota eleitoral tangencial. Mas, a bem do regime, é preciso engoli-la. O candidato presidencial do PRD, Andrés López Obrador, foi derrotado. Não conformado, exigiu uma recontagem, ao mesmo tempo que se proclamava vencedor. Coerências. Agora que os resultados foram confirmados, cabe-lhe decidir qual o caminho a tomar: ou incendeia o regime ou prepara o futuro.
 
Posto isto, quem ler as suas propostas eleitorais tem dificuldade em compreender aqueles que o comparam a Hugo Chávez ou a Evo Morales. A esmagadora maioria destas propostas poderia ser subscrita pelo PS (e muitas até pelo PSD). Está lá o apuramento do verdadeiro défice. Está lá o rendimento mínimo. Está lá a promoção da dimensão social da NAFTA. Está lá o ataque às reformas dos políticos. Até o TGV e um novo aeroporto andam por lá.
 
O PRD governa vários estados mexicanos, e é um dos três partidos fundamentais para o funcionamento do sistema político. É um partido do sistema, e não contra o sistema. Desenganem-se aqueles que acham que toda a esquerda latino-americana é revolucionária (e suicida).
 
Chegará o dia em que o PRD conquistará a presidência. Não foi desta. O seu comportamento imediato pode decidir se será na próxima.
 
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publicado por Carlos Carvalho às 03:49
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