Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Notas sobre a alcoolemia

1. Contra todas as evidências, continua a querer associar-se a taxa da alcoolemia quase em exclusivo ao sector vtivinícola. Isto apesar de o consumo de cerveja ter há muito ultrapassado o de vinho, e de quase ninguém beber vinho quando sai à noite.

 

2. Continua a discutir-se se a taxa de alcoolemia deve ser de 0,2 ou de 0,5%, apesar da maioria das infracções detectadas - sobretudo as que causam acidentes - estar associada a taxas superiores a 1,2%, ou seja, a comportamentos criminosos dos condutores. Mal comparado, o governo parece querer combater os assaltos à mão armada punindo exemplarmente quem roubou uma maçã na mercearia da esquina.

 

3. O que é feito da então proposta comissão científica que iria estudar a taxa da alcoolemia, para que não mais os governantes tomassem decisões infundadas e demagógicas sobre estas matérias?

 

4. Os vitivinicultores que se preparem. Atendendo à prática deste governo, este começa por diabolizar as classes ou os sectores a que pretende retirar direitos ou aumentar a carga fiscal. Ou muito me engano ou vem aí uma nova taxa que, a pretexto de financiar a prevenção rodoviária, mais não fará do que aumentar a carga fiscal incidente sobre o sector vitivinícola.

 

5. Ou os vitivinicultores tomam medidas ou os condutores levam por tabela? Podem uns ser responsabilizados pelas acções ou inacções de outros? É assim que se legisla em Portugal?

 

6. Já está a ser preparada a edição Outono-Inverno do Código da Estrada...

 

publicado por Carlos Carvalho às 02:21
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