Sábado, 12 de Fevereiro de 2005

Freitas e o bandwagon

Um dos motivos porque sou de direita é por considerar a realidade mais importante do que a ideologia. Sempre que as minhas convicções não batem certo com a realidade, prefiro mudar de convicções a enterrar a cabeça na areia.

Por vezes mudar de opinião é a única forma de defendermos a nossa coerência. Por isso, não critico Freitas do Amaral por ter mudado a sua orientação de voto, independentemente de concordar ou não com a sua posição.

O problema de Freitas do Amaral está nos domínios da mulher de César.

É curioso verificar que as suas reviravoltas políticas têm ocorrido em véspera de eleições, e a favor do partido que está à frente nas sondagens. Dá por isso azo aos que o acusam, talvez injustamente, de "joining the bandwagon".

É possível que Freitas do Amaral julgue existir um "factor Freitas" decisivo para convencer parte do eleitorado. Duvido. Infelizmente (e injustamente), a imagem de Freitas está cada vez mais associada à de um vira-casacas. E todos sabemos o que se pensa dos vira-casacas.

Recomendo a Freitas do Amaral a leitura dos três volumes de "Os Prazeres e as Sombras", de Ballester. A saber: "Vem aí o Senhor", "Onde os Ventos Mudam" e "A Páscoa Triste".

publicado por Carlos Carvalho às 19:33
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