Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005

A campanha do costume

No frente-a-frente com Santana Lopes, José Sócrates afirmou que "pela primeira vez, esta campanha ficou marcada por uma decisão de um grande partido em basear a sua campanha numa campanha negativa. (...) É um PSD que não se inibe de recorrer às armas mais indignas para atacar os seus adversários políticos. (...) Esta campanha é, verdadeiramente, uma campanha indigna".

Pela primeira vez? Dias depois, Carlos César afirmava: "eu já vi este filme [na campanha das eleições regionais dos Açores], uma campanha baseada na insídia, na coincidência de notícias, na perfídia e nas calúnias".

Já nas últimas eleições europeias, Sousa Franco garantia que "a táctica do insulto por parte da coligação [PSD/CDS] é deliberada".

Fico por aqui com as citações, para não ir além das três últimas campanhas eleitorais. Em todas elas o PS acusou o PSD de conduzir campanhas menos próprias para com o PS ou para com os seus candidatos. Coincidência?

Acho que não. O PS recorre desde há muito à desqualificação da campanha dos adversários, ao mesmo tempo que lhes dirige os ataques mais ferozes. Defende legitimamente o seu direito de atacar tudo e todos, mas reage mal sempre que é atacado. Intolerância esquerdista?

 

publicado por Carlos Carvalho às 02:18
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