Quarta-feira, 9 de Março de 2005

Estado de graça

José Sócrates teve a inteligência de não se comprometer com muita coisa na campanha eleitoral, pelo que não terá agora de cumprir o que não prometeu. Recebeu o estado (quase) de graça, sem ter que pagar muitas facturas.

Mas esta estratégia tem uma desvantagem: não se comprometer com quase nada faz com que as pessoas se lembrem melhor do pouco com que se comprometeu. E todos nos lembramos de que Sócrates prometeu não aumentar os impostos.

Causa alguma estranheza que, logo numa das suas primeiras intervenções, o novo ministro das Finanças tenha vindo contrariar esta promessa. Não quero agora discutir a medida em si. Quero apenas salientar que o ministro das Finanças decidiu começar o seu mandato contradizendo o primeiro-ministro.

"'Mantém-se o estilo do Governo: dizer num dia e desdizer no outro', criticou Oliveira Martins." (Público 12-10-2004).

Não creio que este governo venha a ter um grande período de estado de graça. As coisas não estão para graças. Nem para contradições.

publicado por Carlos Carvalho às 03:27
link do post | comentar | favorito
|

.autor

. Carlos Carvalho

. cesaredama@sapo.pt

.pesquisar

.artigos recentes

. Elites à rasca?

. Versões de Portas

. A maior de sempre?

. Fama

. Passos

. Escalões

. Obrigadinho

. Não entendo

. Coincidências

. O aleijadinho de Alijó

. Humor negro

. Calendário

. Manuais escolares em .pdf

. Guerra ao imposto

. Cuidado com os ciclistas ...

.arquivo

.sugestões

.sugestões

blogs SAPO

.subscrever feeds