Sexta-feira, 29 de Abril de 2005

Oeiras - Lisboa - Gondomar

Nos casos mais polémicos, Marques Mendes tem feito escolhas razoáveis para as próximas autárquicas, mas tem falhado redondamente na sua justificação.

Marques Mendes tem apresentado dois argumentos, quase leis, para aplicar às escolhas do seu partido: a continuidade dos presidentes em funções e a inexistência de suspeitas relativamente aos candidatos.

Marques Mendes recusou Isaltino Morais para Oeiras, justificando-se com a situação ainda mal esclarecida das contas na Suíça. Mas recusou Santana Lopes para Lisboa, apesar deste ser o presidente em funções. Qual será a escolha para Gondomar?

Se Marques Mendes apoiar Valentim Loureiro, estará a violar a regra aplicada a Isaltino Morais (com a agravante deste último nunca ter estado a contas com os tribunais). Se lhe recusar o apoio, estará a ir contra a regra da continuidade dos presidentes em funções.

Marques Mendes não se deve preocupar em justificar excessivamente as suas escolhas. Basta-lhe dizer que fulano é candidato porque conta com a sua confiança, e que sicrano não o é porque achou que outrem estava em melhores condições. Afinal, Marques Mendes é o líder do partido, e é seu privilégio escolher ou vetar quem bem entenda.

Ao esconder-se atrás de regras gerais que só valem para alguns casos está a dar um sinal de fraqueza, bem como a demonstrar a sua incapacidade de chamar os bois pelos nomes.

publicado por Carlos Carvalho às 20:48
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