Quarta-feira, 27 de Julho de 2005

Ché Ché Guevara

Ché Guevara é um dos maiores mitos da esquerda mundial. É o exemplo perfeito de revolucionário. É aquele que, tendo triunfado numa revolução, em vez de se acomodar tentou levar a revolução a outros. É aquele que fundou um regime e não se instalou nesse mesmo regime. É aquele que nunca comprometeu os seus ideais, nem nunca os viu falhar.

Tudo isto por uma razão: morreu novo, e morreu mártir. Tivesse ele sobrevivido e teria a esquerda uma visão diferente deste semideus. As suas falhas não seriam tão prontamente menosprezadas. As suas incoerências teriam tido mais tempo para fermentar.

Estivesse ele vivo e em Cuba e a sua imagem não seria muito diferente da de Fidel Castro: um homem decrépito, ultrapassado pela história, e de que só os mais ferrenhos guardam um resto de memória romântica. Não mais seria o Ché, a personificação da utopia, mas apenas mais um xexé, representante da realidade falhada.

Os mitos não vivem connosco, nem no nosso mundo. Aos que vivem connosco, a grandeza do seu passado não nos permite ignorar as fraquezas do seu presente.

Quando olhamos para as suas fotografias, custa-nos acreditar que Ché nasceu em 1928. Era apenas dois anos mais novo do que Fidel Castro. Era quatro anos mais novo do que Mário Soares.

publicado por Carlos Carvalho às 01:08
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