Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005

Aborto e promessas

Desde a sua chegada ao governo, o PS envolveu-se numa série de trapalhadas processuais relativamente ao referendo da interrupção voluntária da gravidez. Estas trapalhadas, em vez de contribuírem para acelerar o processo referendário, serviram antes para protelar a sua realização.

O PS tem pressa e tem a maioria, mas o Estado tem regras que devem ser respeitadas.

Como resposta a este adiamento, há agora quem defenda, no seio do PS, a despenalização do aborto sem que haja qualquer consulta popular, violando assim mais uma promessa eleitoral.

"O PS tem sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez uma posição muito clara. O PS assume o compromisso de suscitar um novo referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, nos termos anteriormente submetidos a consulta popular, e bater-se-á empenhadamente pela sua aprovação pelos portugueses." - Programa eleitoral do PS.

Começa a suspeitar-se de que o PS atabalhoou deliberadamente o processo referendário somente para justificar a despenalização do aborto por via exclusivamente parlamentar. O PS prometeu o referendo, mas pelos vistos nunca o quis realizar.

Se houver referendo, estas trapalhadas poderão ser interpretadas apenas como incompetência. Se o referendo não avançar, então só poderão ser tidas como má-fé.

publicado por Carlos Carvalho às 21:13
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